Trombose na gravidez

Na gravidez o risco de desenvolvimento de trombose aumenta no terceiro trimestre e principalmente no período pós-parto até 40 dias (período do puerpério).

A trombose venosa é o desenvolvimento de um coágulo (trombo) dentro de uma veia. Pode ser superficial, quando ele está em uma veia da pele, ou, profunda, quando a veia acometida está no meio dos músculos das pernas. O local profundo mais acometido são as pernas e o superficial os braços. Estima-se que cerca de 180.000 novos casos de trombose venosa surgem no Brasil a cada ano.


A formação deste trombo ocorre por diversos fatores, como, lesão endotelial (da parede interna da veia), dificuldade do sangue circular (estase) e, o aumento da viscosidade sanguínea (sangue mais grosso). Vários outros fatores podem contribuir para este quadro:

  • Idade avançada

  • Imobilidade ou mobilidade reduzida

  • História anterior de trombose venosa profunda

  • História familiar de trombose venosa

  • Presença de varizes de membros inferiores

  • Obesidade

  • Lesão na medula

  • Traumatismos graves

  • Tratamentos cirúrgicos

  • Outras doenças como: insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral, internações em UTI, presença de cateteres venosos centrais

  • Câncer e quimioterapia

  • Viagens prolongadas

  • Condições congênitas e adquiridas que facilitam a formação de coágulos (trombofilias): Na gravidez o risco de desenvolvimento de trombose varia de 0,76 a 1,72 casos a cada 1.000 gestações, aumentando o risco no terceiro trimestre e principalmente no período pós-parto até 40 dias (período do puerpério). Este risco geralmente está associado a algum tipo de trombofilia, podendo ter como risco adicional idade maior que 35 anos, longa permanência no leito, multiparidade e parto cesárea.


Como se faz o diagnóstico de uma trombose?

Como o local mais frequente das tromboses venosas são as pernas, o paciente pode apresentar: inchaço, dor muscular, musculatura endurecida, diferença de volume de uma perna em relação à outra, pé um pouco arroxeado e, às vezes, perna mais quente. Pode ser realizada a dosagem do Dímero D (exame laboratorial - sangue) que fica elevado na fase aguda da trombose, servindo como exame de triagem no pronto socorro. Para a confirmação definitiva, o ultrassom vascular é o exame de escolha. É um exame que não precisa de jejum ou de injeção e está disponível em muitos hospitais e clínicas.


Como é o tratamento de uma trombose?

O objetivo principal do tratamento é evitar a embolia pulmonar, extensão da trombose e, secundariamente, a recorrência da trombose e suas sequelas nas pernas (mesmo que a trombose fique quieta no lugar, pode haver um prejuízo das veias, o que pode favorecer a perna acometida ficar mais inchada, escura e, com o passar dos anos, surgimento de feridas – Síndrome pós-trombótica). A medicação mais utilizada para este fim são os anticoagulantes (medicações que dificultam o organismo de formar coágulos, “afinam” o sangue, mas que não dissolvem o trombo). Delas a mais conhecida é a heparina, de uso injetável e os antagonistas da vitamina K (varfarina), que são de uso oral. Mais recentemente existem novas medicações sendo aprovadas para o tratamento como a rivaroxabana e a dabigatrana. A intensidade da dor, a localização e a extensão do trombo influenciam o médico na escolha entre o tratamento em casa ou no hospital. Para pacientes gestantes, apenas as heparinas (em especial a enoxaparina) podem ser utilizadas com segurança. A via de admnistração da enoxaparina é a subcutânea (injeções em baixo da pele) na região periumbilical, coxas, gluteos e membros superiores. Após o parto, é possível trocar a heparina para um anticoagulante oral.


Na maioria dos casos, a trombose é tratada por 3 a 6 meses. Para pacientes que tiveram a trombose mais de uma vez o tratamento deve ser mais prolongado e pode ser para toda a vida.


Há situações que pode ser realizada a prevenção?

Quando identificados, os pacientes que estão em risco para o desenvolvimento da trombose, podemos realizar a profilaxia (prevenção), que consiste em algumas medidas que visam diminuir a chance de sua ocorrência. Estimular os doentes para caminhar, o tratamento com fisioterapeutas e a meia elástica podem ajudar, porque melhoram a circulação venosa. Existem dispositivos de compressão, que podem ser aplicados nas pernas enquanto o paciente está na cama. Essas “bombas” apertam a “batata” da perna, como se estivessem fazendo uma massagem, empurrando o sangue em direção ao coração; esses aparelhos também diminuem a chance da trombose ocorrer. Nos casos mais graves, quando o risco é maior, as mesmas medicações que tratam a trombose podem preveni-la, desde que sejam utilizadas em doses menores.


Os especialistas em Angiologia e Cirurgia Vascular estão preparados para avaliar se você é um paciente de risco, fazer o diagnóstico e optar pelo melhor tratamento para o seu caso.


Dr. Lucas Azevedo Portela

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