Quais são os distúrbios alimentares mais comuns entre as mulheres?

Quando o assunto é distúrbio alimentar, é necessário atenção aos comportamentos da mulher com os alimentos.


Os distúrbios alimentares mais comuns em mulheres são a anorexia, a bulimia nervosa e o transtorno de compulsão alimentar. Para você saber mais sobre eles, conversamos com a nutricionista Juliana Nolasco, parceira da Clínica Mitera.


Clínica Mitera - Distúrbios alimentares

Anorexia


A anorexia nervosa ocorre quando há a perda de peso excessiva de forma intencional ou induzida pela paciente e que é motivada pela distorção da imagem corporal.


É possível identificar a anorexia quando há o emagrecimento abrupto, a preocupação com as calorias presentes nos alimentos, o exercício físico exagerado, os comentários depreciativos sobre o próprio corpo, a pesagem várias vezes por dia, entre outras estratégias de perda de peso.


Como resultado, a mulher com anorexia pode sofrer de desnutrição, ter a imunidade reduzida, o aumento de infecções, alterações hormonais, infertilidade, propensão ao abuso de álcool e outras drogas, osteoporose, depressão e até morrer.


Bulimia


Na bulimia, a mulher apresenta episódios recorrentes de compulsão alimentar seguidos de práticas compensatórias para evitar o ganho de peso, como os vômitos frequentes, o uso de laxantes, diuréticos ou inibidores de apetite e a prática excessiva de exercícios físicos

“A mulher que tem bulimia tem mudanças frequentes de peso, tanto de perda quanto de ganho, tem o costume de comer grandes quantidades de alimentos escondidos, o que resulta em um sentimento de angústia e de culpa que a faz levar a essas práticas para perder peso. Com isso, é possível observar que a pessoa não engorda, apesar de comer muito”, esclarece Juliana. Dependendo de qual é a prática compensatória, a bulimia pode causar alterações nos músculos da face ou da mandíbula, dano aos dentes, mau hálito, constipação intestinal, inflamações na garganta, esôfago e estômago e calosidades no dorso da mão em casos de vômito compulsório.

Quando é usado medicamentos laxativos, a pessoa pode sentir dores abdominais e ter hemorróidas e inflamações gastrointestinais.


Independente da prática compensatória, a pessoa com bulimia pode ter a menstruação irregular, úlceras intestinais, dores no estômago, azia, indigestão, refluxo gástrico, desmaios, fadiga, alterações no sono, arritmia cardíaca e desnutrição.

Compulsão alimentar


Ao contrário da anorexia e da bulimia, a compulsão alimentar não é um transtorno que tem como objetivo o emagrecimento. Nesse caso, a paciente come demais mesmo sem fome e pode ou não ter a sensação de culpa.


Essa compulsão pode estar ligada a diversos fatores, como a ansiedade, o estresse e a insônia. Com o aumento do peso, a pessoa pode ter a elevação colesterol, hipertensão, diabetes, gastrite e ter a diminuição da capacidade respiratória e apneia do sono.


“Em alguns casos, a compulsão alimentar pode causar outros distúrbios alimentares, como a bulimia e a anorexia, além de desencadear distúrbios psicológicos, como a depressão e/ou transtorno obsessivo compulsivo”, explica Juliana. Para identificar se alguém está com a compulsão alimentar, note se ela come muito rápido, come escondido e tem muita alteração do peso corporal.

Como é feito o tratamento dos distúrbios alimentares?


Os distúrbios alimentares precisam de uma equipe multidisciplinar, composta por médico, psicólogo, psiquiatra e nutricionista.

“O nutricionista irá auxiliar esse paciente a adotar hábitos alimentares mais saudáveis com uma reeducação alimentar. Para isso, será criado um plano alimentar de acordo com a necessidade de cada paciente. Em muitos casos, é preciso tratar a desnutrição e garantir um aporte adequado de nutrientes”, explica Juliana.


Caso você se identifique com um dos distúrbios, fique tranquila, é possível passar por ele de forma saudável com a ajuda de uma equipe multidisciplinar! Com certeza, você conseguirá enfrentá-lo!


Se você conhece alguém que tenha um distúrbio alimentar, converse com a pessoa e tente convencê-la a procurar ajuda médica.



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