Diástase do músculo reto abdominal na gestação

Diástases podem prejudicar a estabilidade corporal, comprometer o assoalho pélvico, levar ao desenvolvimento de dores na coluna e herniações das vísceras abdominais.


A gestação é um período de intensas adaptações corporais que favorecem o crescimento e desenvolvimento do bebê.


Alterações hormonais geradas pela relaxina, estrógeno e progesterona, associadas ao crescimento uterino e mudanças posturais, provocam um estiramento da musculatura do abdome, principalmente do músculo reto abdominal.


Esse estiramento do músculo reto abdominal pode levar a separação dele na linha alba em dois feixes, ocasionando a chamada diástase do reto abdominal, bastante comum no terceiro trimestre da gestação.



A distância de até 3 cm desses feixes é considerada fisiológica e apresenta retorno espontâneo no pós-parto. No entanto, diástases superiores a 3 cm podem prejudicar a estabilidade corporal, comprometer o assoalho pélvico, levar ao desenvolvimento de dores na coluna e herniações das vísceras abdominais.


O tratamento da diástase pode ser cirúrgico ou conservador. No tratamento conservador, por meio de exercícios terapêuticos a fisioterapia melhora o tônus e fortalece toda a musculatura abdominal, pélvica e lombar, a fim de reduzir dores, desconfortos e o espaço entre os feixes musculares.


Exercícios abdominais tipo “crunch” aumentam a pressão intra-abdominal e podem agravar o quadro, por isso é muito importante que o tratamento seja feito com um profissional qualificado.


Wandressa Stefaneli Ruy

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